Guia para não entrar no vermelho em sua empresa

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1 – Separe as finanças da empresa e as pessoais

Tenha contas bancárias separadas da empresa e da pessoa física e controle as duas.
Não adianta fazer uma excelente gestão financeira da empresa e ter as contas pessoais bagunçadas e estar sempre afundado em dívidas.
É quase inevitável. Uma hora, o dinheiro da empresa vai ser usando para quitar a prestação atrasada do apartamento ou resolver qualquer outro problema financeiro pessoal.

2 – Conheça o faturamento e faça projeções

Saiba de onde vêm as suas receitas. Questione seu negócio diariamente.
Que produto está vendendo mais?
Qual está vendendo menos?
Por que isso está acontecendo?
Um produto é muito bom e outro nem tanto?
Um está com preço competitivo e outro, não?
O produto ficou obsoleto ou saiu da moda?
Está na hora de oferecer um novo produto ou serviço?

3 – Conheça seus gastos fixos e variáveis

Gastos fixos são aqueles que a empresa tem todo santo mês, esteja ela funcionando ou não. Aluguel, energia, internet, salários de funcionários, todos entram nesta categoria.
Gastos variáveis são aqueles que dependem do volume da atividade da empresa. Quanto mais ela vende uma mercadoria, mais precisa de matéria-prima para fabricar aquele produto, mais impostos vai pagar sobre o faturamento, mais energia vai gastar e assim por diante.
Na prática, gastos fixos representam o mínimo de dinheiro que uma empresa precisa ter em caixa para quitar suas obrigações fixas. Os gastos variáveis exigem atenção para que não roubem toda a margem de lucro.

4 – Investa no negócio

Fique sempre atento a novas tecnologias, máquinas, softwares ou outras ferramentas que possam aumentar a capacidade de produção e as vendas da empresa ou acrescentar valor ao seu produto. Faça cursos de capacitação e aperfeiçoamento.

5 – Controle o fluxo de caixa até o último centavo

O fluxo de caixa é crucial para a sobrevivência de uma empresa. Mesmo com lucro contábil, a falta de liquidez pode interromper a atividade e até levar uma empresa à falência se ela não tiver recursos disponíveis para pagar salários, fornecedores, aluguel ou energia elétrica. É comum, por exemplo, fazer uma venda e só receber o pagamento alguns dias depois. Só que não adianta ter valores a receber no futuro se não há direito para pagar as contas que vencem hoje.
Saiba exatamente quanto está entrando e quanto está saindo diariamente do caixa da empresa. E também de onde o dinheiro está vindo e para onde está indo. Sincronize os recebimentos com as datas de pagamento dos boletos. Existem diversas ferramentas que auxiliam nesta operação, como as conhecidas planilhas do Excel, com fórmulas que automatizam o cálculo do saldo das entradas e saídas. Aplicativos também ser baixados nos smartphones, permitindo acompanhar a situação da empresa a qualquer hora e em qualquer lugar.

6 – Faça uma reserva de caixa

Monitorar o fluxo de dinheiro que diariamente passa pelo caixa da empresa depende do gestor. Mas outros fatores não são tão controláveis, como queda nas vendas causada, por exemplo, pela elevação da taxa de juros, inadimplência de clientes ou até mesmo o crescimento desorganizado da empresa. No entanto, é possível mitigar esses riscos fazendo projeções de fluxo de caixa a médio e longo prazo e, principalmente, mantendo uma reserva financeira para emergências. Isso permitirá que a empresa enfrente gastos imprevistos e se antecipe a problemas futuros com capital de giro, buscando crédito mais barato e reduzindo custos e despesas.

7 – Descubra a origem das dificuldades financeiras

Identifique clara e corretamente onde está o ralo que está comprometendo as finanças da empresa. Se as receitas estão baixas, as margens de lucro podem estar muito apertadas ou até negativas. Ou o problema pode estar nos custos variáveis diretos e indiretos, nas despesas operacionais e nos gastos extraordinários.

Fonte: Sebrae


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